A vida imita a arte. A arte imita a vida. Diz-se. Vejo seriados de tv acontecendo na minha frente às vezes. As vezes me identifico com momentos em enredos e personagens de livros... filmes...
As vezes leio blogs...
As vezes...
Não sei exatamente como expressar o que mexeu comigo no último blog que li. Não foi bom. Me identifiquei com algo que me fez ver um lado ruim das pessoas: A covardia.
As vezes fazemos escolhas que nos levam a desafios maiores do que damos conta. E com isso podemos nos perder. De nós mesmos... Um do outro...
Nos perdemos e as vezes quem estiver perto se perde também. E as vezes, bem poucas no meu caso, buscamos além da vida por um resgate. Como num filme a que assisti.
Estar próximo de alguém que se perde é muito doloroso. E estar apaixonado por essa pessoa pode ser fatal.
Mas nos caminhos e descaminhos de apredizagem do coração, poucos são os que têm a certeza e a tranquilidade para se perder ou se encontrar.
Não sei se posso explicar de onde vem essa certeza, essa tranquilidade. Talvez venha de ter pais que com todos os problemas, loucuras e dificuldades, estão juntos até hoje. Juntos. Talvez venha de ter estudado em bons colégios. Talvez venha de ter-se feito exercício físico a vida toda. E talvez uma alimentação boa e bem cuidada ajude. Talvez tenha sido muito importante dormir cedo durante a infância. Ou procurar se conhecer, refletir, fazer terapia...E talvez nada disso seja suficiente.
As vezes é preciso acreditar em vidas passadas, em muitas delas, e nas escolhas de antepassados pra se entender ou aceitar de onde vem tanta certeza. E as vezes nem isso é suficiente.
As vezes, somos inquietos por natureza. As vezes passamos muito tempo tentando juntar pedaços pra entendermos a nós mesmos. As vezes não nos damos espaço para ver esses pedaços se juntarem sozinhos, porque isso também pode ser da nossa natureza.
As vezes nos encontramos e não damos o devido valor a quem esteve ao nosso lado enquanto procurávamos. E perdemos o outro. E um pedaço de nós mesmos...
E quando dói, as vezes dá medo. Medo do escuro, medo da solidão, medo da altura, até medo de se encantar. E quando temos medo envelhecemos ao invés de crescer. Como pode dizer algum seriado: "We grow old, when we should grow up".
Isso nos mantém sub-. Subdesenvolvidos, subjulgados, subexistentes.
É estranho ver as pessoas tentando se proteger daquilo que pode causar muita dor. Porque nesse processo muitas vezes elas se subjulgam, permanecendo subdesenvolvidas numa eterna busca por subexistência. No Budismo a gente aprende que isso é se iludir.
É bom ver que mesmo com medo, mesmo se subjulgando e se iludindo elas crescem. O amor que a gente dá, nunca é em vão. Crescem com suas dificuldades, ficam com suas sequelas, estrias, traumas... E se esforçam para aceitar essa identidade.
É bom sentir que o amor que recebemos também nunca é em vão. E passadas tempestades, podemos ver que o que ficou é menos do que gostaríamos.
Mas é bom.
domingo, 28 de novembro de 2010
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